quinta-feira, 28 de maio de 2009

O ontém é passado; o amanhã é mistério; e o hoje é uma dádiva, por isso se chama PRESENTE.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Bardos Italianos

Um outra banda que gosta - e muito - de contar histórias é o Rhapsody of Fire.
O Rhapsody nasceu na pequena cidade italiana de Triste em 1992 como a manifestação do sonho de seu fundador, Luca Turilli, de combinar a sinfonia da música clássica que é sua paixão, com a melodia do Heavy melódico. A principal característica da banda é criar uma nova dimensão musical com o tema medieval, e seres mitológicos, como dragões, fadas, duendes... (Novo Metal)
Uma música muito inspiradora do álbum Power of Dragonflame, de 2001, é Lamento Eroico, que fala de perseverança, de seguir em frente, continuar mesmo após a adversidade. O grande detalhe é que a música é cantada em italiano!

Lamento Eroico

Langue in me l'eco infranto
al truce sguardo dell'angelo cieco
rovina in me l'antica rima
nel cuor del cigno ferito e morente...

Cosmi di eternita' tradita
di verita' svanite che ora versano
lacrime d'addio in un vuoto nero...
sincero e fiero al mio destino andro'...

URLA IL TUONO
AL MIO LAMENTO EROICO
SORTE... CONSUMA LA REALTA'!

Spiriti di mondi arcani
chiedo la vita al di la' della morte
per allinear le stelle amiche
e diventar guardiano celeste

Custode di eternita' guarita
di verita' trovate per tutti i figli di madre terra...
sempre a lei ho dato la vita... la morte...
cosi' continuero'!

URLA IL TUONO
AL MIO LAMENTO EROICO
SORTE... CONSUMA LA REALTA'!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Música para Todos

Voltando a falar sobre música, sobre Blind Guardian e agora, falando de múltiplas versões.
O Blind Guardian lançou em seu álbum A Night At the Opera (2002) uma música com cinco versões diferentes - uma em cada língua - apresentadas para shows em diversos países. Originalmente eles cantam em inglês, apesar de serem alemães: afinal de contas, assim ditam as regras do power metal.
Notem as regras:
6. Você PRECISA cantar letras sobre dragões, liberdade e/ou power metal.
12. Baladas são permitidas.
30. A massa tem que cantar junto. Faça refrões pegajosos.
31. Cante em inglês, embora sua base de fãs seja composta basicamente de brasileiros, alemães, japoneses, suécos e finlandeses.
41. Não é turnê. É uma cruzada!
72. Nunca saia da Europa.
73. Devido à regra #72, Japão pode ser considerado parte da Europa.
74. Oh, e a América do Sul foi colonizada por europeus, então pode ser contada como Europa também.
Por essas e outras, as bandas hoje em dia preferem:
A- cantar em inglês
B- diversificar quando cantar em inglês se torna uma opção batida.
A música em questão, ao qual me referi no começo, é Harvest of Sorrow. A mesma possui uma versão em espanhol (Mies del Dolor), uma e castelhano (La Cosecha de Dolor), uma em italiano (Frutto del Buio) e uma em francês (Moisson de Peine). Ou seja, cinco versões da mesma música!!

Harvest of Sorrow

She is gone
Leaves are falling down
The tear maiden will not return
The seal of oblivion is broken
And a pure love's been turned into sin

At the dawn of our living time
Hope may cover all cries
Truth lurks hidden in the shadows
Dreams might be filled with lies
Soon there will be night
Pain remains inside

Suddenly it seemed so clear
All the blindness was taken away
She closed her eyes
And she called out my name
She was never ever seen again

Harvest of sorrow
Your seed is grown
In a frozen world full of cries
When the ray of light shrinks
Shall cold winter nights begin

She is gone
And I fall from grace
No healing charm covers my wounds
Fooled's the dawn
And so I am
Fooled by life and a bitter doom
To bring you the end of the day

At the dawn of our living time
Hope it soon will pass by
Facing a darkness
I stand alone

Harvest of sorrow
Your seed is grown
In a frozen world full of cries
When the ray of light shrinks
Shall cold winter nights begin

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Imagem Inspiradora


Essa eu vi num álbum de fotos de um amigo no orkut

Ventos da Mudança

A mudança é uma constante presente desde o início da humanidade. Tudo muda o tempo todo. As pessoas, as coisas, as palavras, até aquela velha vontade de fazer tudo sempre do mesmo jeito acaba mudando.
Mudar nem sempre é fácil. As vezes machuca muito. Mas toda mudança tem um lado positivo - nem que seja do tamanho de um grão de areia. Uma antiga canção fala dos ventos da mudança, onde fala da magia do momento, de uma noite de glória, de sonhos compartilhados por crianças.
Bom seria se todas as mudanças fossem assim...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Canção e... Silêncio???

Acredito que todas as pessoas, ao menos uma vez na vida, já foram flagradas cantando. O que cantamos muitas vezes é parte daquilo que refletimos. Alguns gostam de axé, outros de dance music, outros de xaxado, e ainda há os que gostam de sertanejo. Os gostos e estilos musicais são os mais variados.
Mas, já pararam para se perguntar que mensagem está sendo passada pela música que toca na sua cabeça?
Existem músicas que são fantásticas e outras que são medíocres. Mensagens que enaltecem e outras que ridicularizam. Eu prefiro as que engrandecem, as que falam de feitos épicos, heróicos. No Brasil poucos artistas se preocupam com esse tema, por isso ouço muito música internacional. Bandas estrangeiras - principalmente européias - fazem deste tipo de tema um mote para toda uma discografia.
Anteriormente eu citei Bling Guardian. Esta é apenas uma das minhas muitas bandas favoritas. Rhapsody, Angra, Iron Maiden, Led Zepellin, Queensrÿche, Nevermore, Whitesnake, After Forever, Deep Purple, AC/DC, Avantasia, entre inúmeras, fazem parte de meu repertório.
Contudo, em muitos momentos na vida, o silêncio é quem impera. Em muitas situações ficamos calados: quando dormimos, quando nos concentramos ao extremo, quando estamos apreensivos ou tensos. Silêncio é, contudo um estado de espírito também. Estarmos calados não significa estarmos inertes. Poderia fazer aqui inúmeras considerações sobre o silêncio, mas Bardos não podem se calar.
O silêncio pode ser sim um bom companheiro, mas nada supera aquela sensação de estarmos ouvindo uma música ao vivo, ou gravada ao vivo, quando o coro de dezenas de milhares de pessoas consegue entoar a letra milimetricamente precisa, quando aquele conjunto de vozes harmonizadas consegue variar a nota no mesmo ritmo do vocalista e quando a banda se rende e deixa todas à capela. Isso, para mim, é o mesmo que ouvir a voz da vida, a voz dos Deuses Sagrados do Metal.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Canção e Estado de Espírito

Todos já experimentamos diversas sensações. Alegria, tristeza, coragem, medo, angústia, esperança, entre tantos outros, constroem o espírito humano. Individual ou coletivamente, sempre existem as variantes, alguns para mais, outras para menos.
Tem dias que levantamos com o "pé esquerdo" da cama. Também há dias que as portas se abrem diante de nós.
E para todos estes momentos, acabamos por associar alguma música. Pode não ser naquele exato momento, mas quando menos esperamos, aquele trechinho da letra, aquele refrão estridente, aquela sequência de ritmos e palavras nos acertam como um trem desgovernado. Quem já não sentiu o peso no coração ao se dar conta de alguma relação sua com uma música?
Voltando a Tolkien, em sua obra "O Silmarillion", ele fala da criação do seu mundo. O Deus supremo, Eru, em conjunto com seus vassalos, os Valar, criam os mundo através da melodia, da música. Há acordes que criam o ar, outros que criam a terra, e outros que criam o que nela habita. E todas as melodias são inspiradas pela cabeça de Ilúvatar (o nome pelo qual os elfos o chamam). E em todas essas melodias, apenas as que criam os Filhos de Ilúvatar os Valar não participaram. Esses filhos, viriam a ser os elfos e os homens.
Como toda a boa cosmogonia (conto de criação do universo), também foi nesse momento que surgiu aquele que representaria o mal do mundo - o primeiro e mais poderoso também seria o traidor e propagador de inúmeros crimes e deformidades ao mundo. O nome da canção é Ainulindalë, e essa é a música dos Ainur, o povo sagrado de Ilúvatar.
Essa é mais uma história, uma canção de bardo. É um estado de espírito no qual eu me foco algumas vezes, e no qual eu sempre espelho um novo começo.